Direcionais
São semelhantes às pranchas de surf, podendo ter acabamento em resina epoxi e miolo em bloco de isopor (português brasileiro) ou esferovite (português europeu) (mais resistentes) ou em resina poliester e miolo em bloco de poliuretano. Possuem duas ou três alças para os pés e quilhas iguais às de surf.
* Vantagens: Em tamanho grande, possuem maior flutuação, o que facilita o uso em ventos mais fracos. Principalmente para orçar. São melhores para surfar as ondas. Como possuem nariz e rabeta com quilhas, são as melhores para saltos bem altos.
* Desvantagens: Em ventos mais fortes, as maiores são mais difíceis de se cravar a borda na água para orçar. É preciso saber fazer o jibe.
Bidirecionais
São pranchas com acabamento em resina epoxi e miolo em bloco de isopor (mais resistentes) ou em resina poliester e miolo em bloco de poliuretano. Normalmente têm 2 alças, mas podem ser usadas com botas de wakeboard ou sandálias. Elas não têm frente ou traseira. Ambos os lados são iguais. Possuem quilhas menores do que as direcionais.
* Vantagens: Não precisa fazer o jibe. São mais ágeis para se mudar de direção.
* Desvantagens: Em ventos mais fortes, as maiores são mais difíceis de se cravar a borda para orçar. Em ventos fracos são um pouco mais difíceis de orçar.
Wakeboards
São pranchas com pouquíssima flutuação e quilhas pequenas. Podem ter botas (mais usado) ou sandálias. Geralmente são feitas com um sanduiche de resina e fibra (de vidro ou carbono), mas podem ser de madeira também. As de fibra podem possuir miolo de espuma rígida, honeycomb ou madeira balsa (as mais atuais).
* Vantagens: Por serem leves e pequenas sua aerodinâmica facilita os saltos e giros. Não é preciso se fazer o jibe. Em ventos fortes são boas para orçar, pois cravam bem a borda na água. São muito resistentes.
* Desvantagens: Por quase não flutuarem, precisam de ventos mais fortes. Em ventos fracos, são mais difíceis de orçar. Não são ideais para surfar as ondas. No caso de ventos rajados e fracos, quando o kite cai na água o praticante não pode usar os pés para nadar (se estiver usando botas). Com botas também é difícil de entrar na água sozinho e em lugares sem praia (com pedras e correnteza).
Descrição das partes da prancha
* Bordas - Laterais da prancha. Podem ser finas/grossas, altas/baixas,
redondas/afiadas.
* Nariz- Parte frontal da prancha
* Rabeta - Parte posterior da prancha
* Quilhas - Aletas que dão equilíbrio e estabilidade
* Alças - Encaixes para os pés
* Deck - Parte superior da prancha
* Rocker - Curvatura longitudinal da prancha
* Concave - Curvatura transversal do fundo
* Distribuição de volume - Espessura em cada ponto ao longo do comprimento.
Tipos de encaixes para os pés
Alças
São feitas em tecido sintético e espuma e ajustáveis com velcro.
* Vantagens: São fáceis de se colocar e tirar. Permitem que se façam manobras em que se tira o pé da prancha durante o salto.
* Desvantagens: São indesejavelmente fáceis de sair do pé em certas manobras, o que pode ser evitado com a prática.
Sandálias
São semelhantes às alças, porém possuem uma tira grossa de borracha para prender o calcanhar.
* Vantagens: São um pouco mais difíceis de se calçar e de tirar do que as alças. Não permitem que se façam manobras em que se tira o pé da prancha durante o salto.
* Desvantagens: Podem se soltar perigosamente de apenas um pé durante um salto, facilitando torções no tornozelo do outro pé.
Botas
Originárias do wakeboard, são feitas em fibra, espuma e plástico. Possuem fechos ajustáveis.
* Vantagens: São muito seguras para o tornozelo, pois evitam torções. Não se soltam em saltos.
* Desvantagens: São difíceis de se calçar e alguns modelos são razoavelmente difíceis de se descalçar em emergências. Não permitem que se façam manobras em que se tira o pé da prancha durante o salto. São caras. Se o kite cai na água o praticante não consegue usar os pés para nadar.





